Peradam

2011/Ongoing

One finds here, very rarely in the low lying areas, more frequently as one goes farther up, a clear and extremely hard stone that is spherical and varies in size—a kind of crystal, but a curved crystal, something extraordinary and unknown on the rest of the planet. Among the French of Port-des-Singes, it is called peradam. Ivan Lapse remains puzzled by the formation and root meaning of this word. It may mean, according to him, “harder than diamond,” and it is; or “father of the diamond,” and they say that the diamond is in fact the product of the degeneration of the peradam by a sort of quartering of the circle or, more precisely, cubing of the sphere. Or again, the word may mean “Adam’s stone,” having some secret and profound connection to the original nature of man. The clarity of this stone is so great and its index of refraction so close to that of air that, despite the crystal’s great density, the unaccustomed eye hardly perceives it. But to anyone who seeks it with sincere desire and true need, it reveals itself by its sudden sparkle, like that of dewdrops.

– René Daumal; Mount Analogue: A Novel of Symbolically Authentic Non-Euclidean Adventures in Mountain Climbing

 

Peradam - Peradam #01, 2018
Peradam #01
, 2018
Pine wood, emulsion paint, steel nails, graphite, glass and silicon
45,5×23,5×13 cm

Peradam - Peradam #02, 2018
Peradam #02
, 2018
Pine wood, emulsion paint, steel nails, graphite, glass and silicon
36×25,5×13 cm

Peradam - Object petit a #01, 2018
Object petit a #01
, 2018
MDF, log, emulsion paint, steel and glass
68,5×48,5×20 cm

Peradam - That of thin air, 2017
That of thin air
, 2017
Log, emulsion paint, graphite and glass
59,5x31x18 cm

Peradam - Self (delayed) portrait, 2015
Self (delayed) portrait
, 2015
Surveillance camera and monitor
Variable dimensions

Self (delayed) portrait is an interactive multimedia work that explores the notion of self and other while at the same time raises questions related to privacy and overexposed public image as well as safety and “surveillance for the sake of safety” in contemporary society.

The work consists in a monitor continuously playing delayed images captured by the surveillance camera that is placed above the monitor. These images are played with a delay of 12 minutes, meaning that for one to see himself in the monitor he has to go through 12 minutes of other people images.

Shall the observer endure the 12 minutes of looking to his self through the image of the other (or, 12 minutes of looking to himself through a mirrored third person), he will then finally face himself in the monitor. Whether this endurance display by the standing observer is an act of narcisistic contemporary “love for oneself” or curiosity towards the other, one cannot know.

 

Peradam - The mirror stage (after Lacan), 2014
The mirror stage (after Lacan)
, 2014
MDF, pine wood, mirror, emulsion paint and pine easel
161x102x102 cm

Peradam - Objecto contentor, 2013
Objecto contentor
, 2013
Installation

Esta instalação é composta por uma sala totalmente pintada de preto (idealmente um contentor de mercadorias) com duas paredes paralelas, um espelho que ocupa a totalidade de uma das paredes e pelo palíndromo “SÓNÓSSOMOS,SÓNÓS” escrito espelhado em maiúsculas negras na outra parede paralela ao espelho. Esta frase contém no entanto a acentuação e pontuação como se estivesse escrita normalmente, sendo que ao ser lida no espelho a situação inverte-se. A interacção ou participação do observador na obra é absolutamente fulcral, tal como a noção ampla da definição e diversos significados da palavra “nós”.

É importante ressalvar que entre a imagem na parede e a imagem reflectida, ao colocar o observador no centro da instalação, se encontra sempre uma terceira imagem que obstrui o reflectido na sua totalidade. Essa imagem é a do próprio observador, ou o “objecto-contentor”.

A ideia consiste, num primeiro momento, em colocar o observador em confronto com a frase na parede “SÓNÓSSOMOS,SÓNÓS” cuja leitura algo egocêntrica pode ser interpretada como demonstrativa do nosso trato impessoal para com os outros. Num segundo momento, o observador é confrontado consigo próprio diante do espelho (ou do seu próprio espelho) que reflecte a frase (agora com vírgula alterada) “SÓNÓS,SOMOSSÓNÓS”, cuja ambiguidade como que força a confrontação do indivíduo com os seus múltiplos “nós”. O universo individual, privado e íntimo.


Peradam - Objecto contentor II, 2013
Objecto contentor II
, 2013
Installation

Esta instalação, tal como Objecto contentor I, é composta por um contentor (mas agora totalmente pintado de branco), um espelho (composto por vários espelhos de diferentes formatos e em diferentes estados encaixados uns nos outros) ocupando a totalidade de uma das paredes e pelo palíndromo “SÓNÓS,SOMOSSÓNÓS” (também a expressão sofre alteração da vírgula com inversão em relação a Objecto contentor I) escrita espelhada em maiúsculas negras na outra parede paralela ao espelho. Esta frase contém no entanto a acentuação e pontuação como se estivesse escrita normalmente, sendo que ao ser lida no espelho a situação inverte-se.

Desta forma, inverte-se o sentido de Objecto contentor I, num primeiro momento, ao colocar o observador em confronto com a frase na parede “SÓNÓS,SOMOSSÓNÓS” cuja leitura remete para um encarar as suas barreiras, bloqueios ou nós (laços) do individuo mirante no seu fechamento (parede). Num segundo momento, o observador é confrontado consigo próprio diante dos espelhos fragmentados e em diferentes estados e que reflectem a frase, agora com vírgula alterada, “SÓNÓSSOMOS,SÓNÓS”, que reforça a abertura do individuo para o infinito e suas múltiplas possibilidades através dos outros “espelhos” ou “nós”. O universo colectivo, público.

 

Peradam - Subject of representation (after Lacan), 2013
Subject of representation (after Lacan)
, 2013
Easel, wood frame and glass
Variable dimensions

Peradam - Gaze (after Lacan), 2013
Gaze (after Lacan)
, 2013
Easel, wood frame and mirror
Variable dimensions